A origem da família, da propriedade privada e do Estado; Um texto atual

29 de maio de 2015

Henrique Carneiro   Friedrich Engels (1820-1895) nasceu em Barmen, Alemanha, filho de um bem sucedido industrial. Enviado pelo pai para aprender a gerenciar sua fábrica de algodão em Manchester, Inglaterra, o jovem Engels dedicou-se a investigar a situação dos operários e publicou, aos vinte e três anos, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, um dos primeiros estudos sobre as condições de exploração do proletariado. Após conhecer Karl Marx (1818-1883), une-se a ele [...]

Por que tem sido tão difícil construir novas lideranças proletárias?

27 de maio de 2015

Valerio Arcary   Mas, então: como definir a vanguarda? Se o quisermos fazer com a ajuda da lógica dialética, diríamos que a vanguarda é um fenômeno (…) diferente das classes e superestruturas, não tem uma existência permanente durante toda uma época. Os setores que na luta estão à frente, são a vanguarda. É um termo relativo; seu próprio nome indica que existe uma retaguarda.[1] (tradução nossa) [...]

A propósito do regime interno dos bolcheviques: a visão de Trotsky

30 de abril de 2015

Enio Bucchioni As divergências internas a um Partido significam necessariamente o reflexo da existência de pressões de classe em seu interior, ou seja, numa discussão interna uma das alas é a “proletária, revolucionária” e as outras são pequeno-burguesas ou pró-burguesas? Buscando debater com estes questionamentos, o texto a seguir narra, nas mais diversas situações e em anos distintos, seja no interior do partido bolchevique, seja posteriormente na IV Internacional, a [...]

As origens do materialismo, de George Novack

29 de abril de 2015

Diego Braga  George Novack foi um dos mais brilhantes intelectuais marxistas do século XX e pertenceu a um dos mais importantes partidos da Quarta Internacional, o Socialist Workers Party  (SWP – Partido Socialista dos Trabalhadores) dos Estados Unidos. Graduara-se com honras em 1927 por nada menos que a Universidade de Harvard, onde estudara filosofia e literatura. Trazia consigo um cabedal cultural sólido e raro entre seus pares. Apesar de suas credenciais louváveis, que poderiam lhe [...]

Centralismo versus democracia? Reflexões sobre o regime leninista de partido

24 de abril de 2015

Henrique Canary O artigo de Enio Bucchioni “A propósito do regime interno dos bolcheviques antes de fevereiro de 1917”, publicado recentemente no Blog Convergência, retoma um apaixonante e decisivo debate acerca das características mais profundas do regime leninista de partido. Trata-se de uma excelente contribuição, que deve ser conhecida por todos os ativistas, jovens e trabalhadores que ora ingressam na luta social. Sem a superação dos mitos stalinista e liberal sobre o Partido [...]

A agenda anticorrupção e as armadilhas da pequena política

22 de abril de 2015

Rejane Hoeveler e Demian Melo “Grande política (alta política) – pequena política (política do dia-a-dia, política parlamentar, de corredor, de intrigas). A grande política compreende as questões ligadas à fundação de novos Estados, à luta pela destruição, pela defesa, pela conservação de determinadas estruturas orgânicas econômico-sociais. A pequena política compreende as questões parciais e cotidianas que se apresentam no interior de uma estrutura já estabelecida em [...]

Formas de dominação e exploração do trabalho: notas sobre um aspecto (central) da crise brasileira

20 de abril de 2015

Marcelo Badaró Mattos Há uma crise política no Brasil hoje. Ela tem relações com a fase atual da crise capitalista, em suas manifestações mais diretas na economia brasileira, no período recente. Não quero aqui priorizar a análise dos contornos dessa crise política, nem tampouco desprezar que sua dinâmica possui uma autonomia relativa em relação à crise capitalista e é difícil prever com consistência os desdobramentos mais propriamente políticos da conjuntura. No entanto, [...]

O Irmão Alemão, de Chico Buarque: das coordenadas de convicções ao mapa dos afetos

15 de abril de 2015

Betto della Santa  I.* Chico Buarque não é Ciccio. Não tem menor pretensão de lançar mão de ardis narrativos, estratégias (inter)textuais de despiste e menos que menos intenciona demarcar terreno em campo desmetafórico que não seja o do Politheama.[1] O que é estranho torna-se, nada obstante, familiar. Há ali certo modo de contar estórias. Quiçá um estilo de escrita, por dizer, como em empréstimo não-consignado (de matéria-viva a obras de ficção); no qual a rudeza material [...]
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